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Guiné Equatorial muda riqueza petrolífera para crescimento inclusivo

2026-01-20

Imaginem uma nação abençoada com uma riqueza petrolífera invejável, que está entre as mais altas da África em PIB per capita, mas quase metade de sua população luta por baixo da linha da pobreza.Este forte contraste define o desafio actual da Guiné EquatorialComo as receitas do petróleo diminuem, sem reformas oportunas, o país corre o risco de descer para a pobreza cada vez pior.

O Grupo do Banco MundialRelatório de Avaliação da Pobreza e da Equidade da Guiné EquatorialEsta primeira avaliação abrangente revela que a nação se encontra num momento crítico - diante de uma escolha entre o declínio e um futuro inclusivo e sustentável.

Três barreiras estruturais que impedem a prosperidade

O relatório identifica três obstáculos fundamentais que impedem a distribuição da riqueza:

  1. 1Deficiência de capital humano:Com apenas 2% do PIB investido em saúde, educação e protecção social, as crianças da Guiné Equatorial desenvolvem-se à metade do seu potencial.A taxa de matrícula no ensino secundário permanece abaixo de 40%.
  2. 2Crise do emprego:Menos de 20% dos trabalhadores têm empregos formais. O sector não petrolífero não tem capacidade para absorver novos participantes no mercado de trabalho, deixando a maioria dos cidadãos em trabalho informal precário.
  3. 3Vulnerabilidade aos choques:Sem redes de segurança social robustas, as famílias caem facilmente na pobreza quando enfrentam crises económicas ou climáticas.
O crescimento sozinho não é suficiente: o imperativo da equidade

Daniel Valderrama, economista do Banco Mundial sobre a pobreza, enfatiza: "O crescimento em si não pode reverter a pobreza." O relatório demonstra que, mesmo as reformas estruturais que aumentam a produtividade, só diminuiriam o aumento da pobreza sem apoio específico às famílias..

Uma solução política em três frentes

O relatório recomenda uma acção simultânea em três frentes:

  1. 1Investimento em capital humano:Dar prioridade ao desenvolvimento da primeira infância através de programas de nutrição, educação pública de qualidade, cuidados de saúde acessíveis e assistência social para romper os ciclos de pobreza.
  2. 2Desenvolvimento do sector privado:Melhorar as condições das empresas através da redução dos encargos regulamentares, da ampliação do acesso ao financiamento e da redução das pressões fiscais, a fim de estimular a criação de emprego.
  3. 3Resiliência ao risco:Construir sistemas de proteção social adaptáveis para proteger as famílias vulneráveis durante as crises económicas e as catástrofes climáticas.

Ana María Oviedo, economista-chefe do Banco Mundial sobre a pobreza, salienta a sequência de implementação: "A criação de emprego deve ser a prioridade.desperdiçar o capital humano existente. "

O caminho para a frente

A Guiné Equatorial dispõe de uma oportunidade histórica para converter os recursos naturais em prosperidade duradoura.A nação poderia redefinir o seu futuroÉ o momento de uma reforma decisiva.